quarta-feira, 16 de julho de 2014

Usina Baixo Iguaçu sofreu com a enchente do Rio Iguaçu

A Geração Céu Azul, Consórcio responsável futura operação da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, informou em nota, que também foi vítima dos danos provocados pelas enchentes.
O excesso de chuvas e a rápida elevação das águas do Rio Iguaçu, em função também da abertura das comportas da Usina Salto Caxias, provocou a transposição das águas do Rio Iguaçu sobre a estrutura provisória utilizada para a construção da usina - conhecida como ensecadeira. A abertura das comportas sem aviso prévio afetou também municípios como Realeza e Nova Prata do Iguaçu.

Na nota, a assessoria de imprensa da Geração Céu Azul esclareceu que "o transbordamento da ensecadeira não tem qualquer influência sobre a cheia a jusante ou a montante da obra (rio abaixo ou rio acima). O volume de água que chegou à região do empreendimento já veio em níveis superiores aos do pico histórico desde regiões acima da usina." 
Houve um momento em que as águas transbordaram pela estrutura montada para construção da usina, atingindo alojamentos, casa de força e danificando várias máquinas e equipamentos. Atualmente, são cerca de 1.500 trabalhadores envolvidos com os trabalhos. 
jornaldebeltrao.com.br

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Tribunal Regional Federal - TRF 4 suspende licença de instalação da usina Baixo Iguaçu, no Paraná

Em Doha, Unesco pede novo EIA/RIMA e reconhece que Projeto de Lei sobre a Estrada do Colono continua sendo uma ameaça ao Parque Nacional do Iguaçu
 
No último dia 18, O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), suspendeu a licença de instalação da usina hidrelétrica Baixo Iguaçu, em área vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, entre Capitão Leônidas Marques e Capanema.

A Justiça avaliou que o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), ao conceder o licenciamento, não considerou a manifestação do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelo Parque Nacional do Iguaçu, que está a menos de 500 metros da usina - que é uma obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), prevista para ser entregue em 2016.

Para o relator do processo no tribunal, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, “a anuência do órgão gestor tem de ser obtida em relação ao empreendimento como um todo, de forma que se tenha certeza quanto à sua viabilidade ambiental, dada sua influência sobre a área especialmente protegida”. 

Em maio, o WWF-Brasil fez um alerta importante aos órgãos públicos do país e à sociedade sobre a possibilidade do parque voltar a ser listado como área em perigo pela Unesco em razão da construção da usina de Baixo Iguaçu e da possibilidade de reabertura da Estrada do Colono. Em 1986, o Parque Nacional do Iguaçu foi reconhecido pela Unesco como Patrimônio Natural da Humanidade.

A decisão do TRF ocorreu na mesma semana do início da 38ª Reunião do Comitê do Patrimônio Mundial da Unesco, em Doha, no Quatar, que está sendo realizada de 15 a 25 de junho. Na ocasião serão discutidos os estados de conservação dos atuais patrimônios e as candidaturas de novos sítios e monumentos. 

Na Reunião, as ameaças ao Parque Nacional do Iguaçu já foram apresentadas e discutidas. “Segundo informações recebidas pelo WWF, a decisão final da Unesco reconheceu a suspensão da licença da usina, solicitou uma reavaliação e um novo EIA/RIMA e reconheceu que Projeto de Lei sobre a Estrada do Colono continua sendo uma ameaça ao Parque. Por fim, o órgão pede maior cooperação entre Brasil e Argentina para a proteção do Iguaçu”, informa Mariana Napolitano, especialista em Políticas Públicas do WWF-Brasil.

A suspensão da licença é, sem dúvida, uma vitória importante neste momento, mas a Neoenergia, responsável pelo empreendimento, deverá recorrer da decisão. Em 2010, o licenciamento havia sido cassado pela Justiça, mas a empresa conseguiu anular a decisão anterior no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) e o licenciamento foi considerado válido. 

A ação civil pública foi movida pelas Organizações Não-Governamentais Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (CEDEA) e Liga Ambiental. 
Aos 75 anos, o Parque Nacional do Iguaçu é o segundo mais visitado e um dos remanescentes mais importantes de Mata Atlântica do Brasil. Sua importância econômica para a região é de mais de R$ 88 milhões por ano em visitação e R$ 10 milhões em ICMS Ecológico para os municípios do entorno. "As decisões da Justiça brasileira e da Unesco reforçam a importância do Parque do Iguaçu e os compromissos necessários para garantir a sua integridade”, afirma Mariana Napolitano.
20 Junho 2014 - http://www.wwf.org.br/informacoes/noticias_meio_ambiente_e_natureza/?40122

TRF suspende licença de instalação da usina Baixo Iguaçu, no Paraná

Decisão judicial alega que IAP não incluiu manifestação prévia do ICMBio.
Hidrelétrica em construção será vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu.

Manifestação em frente à sede da Copel, em Curitiba, reuniu cerca de 200 representantes do movimento de atingidos por barragens (Foto: Reprodução / RPC TV)Moradores da região já realizaram diversos protestos contra
a construção de Baixo Iguaçu (Foto: Reprodução / RPC TV)
O Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, em Porto Alegre (RS), suspendeu a licença de instalação da usina hidrelétrica Baixo Iguaçu, que está sendo construída entre Capitão Leônidas Marques e Capanema, no sudoeste do Paraná, em área vizinha ao Parque Nacional do Iguaçu (PNI). De acordo com a decisão da justiça, ao emitir a liberação, o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) não considerou a manifestação prévia do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra a reserva.
Para o relator do processo no tribunal, desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, “a anuência do órgão gestor tem de ser obtida em relação ao empreendimento como um todo, de forma que se tenha certeza quanto à sua viabilidade ambiental, dada sua influência sobre a área especialmente protegida”. A opinião é reforçada no voto do relator ao apontar que “por infringência à regra do art. 36- § 3º da Lei 9.985/2000, é ilegal a expedição de licença de instalação do empreendimento impactante pelo órgão ambiental estadual competente sem a prévia manifestação favorável do órgão gestor da unidade de conservação atingida”.
Em primeira instância, a Justiça Federal em Francisco Beltrão, também no sudoeste, negou a suspensão por duas entidades ambientais, que recorreram da decisão inicial e agora conseguiram a suspensão das obras. As ONGs alegam que a usina poderá provocar prejuízos irreversíveis ao PNI, unidade de conservação que abriga as famosas Cataratas do Iguaçu. A usina também é repudiada pela Unesco, a qual emitiu um relatório em maio ameaçando anular o título de Patrimônio Natural da Humanidade concedido à unidade em 1986.
A NeoENERGIA informou que ainda não recebeu a notificação, mas adiantou que deve recorrer da decisão judicial. “O órgão entende que o licenciamento ambiental do empreendimento está correto uma vez que o empreendedor está cumprindo todas as condicionantes impostas no licenciamento ambiental e o Instituto Chico Mendes (ICMBio) manifestou sua anuência ainda no processo de licença ambiental prévia, emitida antes da licença de instalação e primeira etapa do licenciamento ambiental do empreendimento”, observou.

O Consórcio Geração Céu Azul, responsável pela obra, afirmou nesta quarta-feira (18) que não foi notificado pelo TRF4 e que os trabalhos continuam normalmente. Já o ICMBio não se manifestou sobre a decisão até a publicação desta reportagem.
http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2014/06/trf-suspende-licenca-de-instalacao-da-usina-baixo-iguacu-no-parana.html

domingo, 15 de junho de 2014

Balanço 2º Semestre 2014



-Trabalhadores:  1.544, 507 funcionários de Capitão Leônidas Marques e 437 de Capanema


-Origem: 83% do Estado do Paraná

Estamos Trabalhando para:
Seu Conforto.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Dados do projeto técnico

Local: Rio Iguaçu - Município de Capitão Leônidas Marquês/PR
REGIÃO:  Sudoeste do Paraná.


  • O Rio Iguaçu: com 5 usinas a hidro eletricidade. Foz do Areia, Segredo, Salto Santiago, Salto Osório, Salto Caxias. totalizam 6.674 megawatts de potência instalada. 
  • Municípios: Capanema e Capitão Leônidas Marques, 
  • Estado: Paraná, 
  • Impacto ambiental: Parque Nacional do Iguaçu, foi utilizado o conceito fio d'água que não acumula grande volume hídrico para regularizar a vazão do rio, consequentemente minimizará eventuais impactos ambientais. Cerca de 400 famílias devem ser desapropriadas.
  • Licenciamento Ambiental:  Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgão gestor do Parque Nacional do Iguaçu.
  • Tipo de energiarenovável, por hidro eletricidade
  • Responsável: NEOENERGIA, do Rio de Janeiro/RJ

    • Projeto: Engevix, de Santa Catarina
    • Conceito: fio d’águaaproveitada apenas a vazão natural do rio. A Usina terá a maior área de seu reservatório aproveitando a calha do rio Iguaçu
    • Tipo: Baixa queda (15,7 metros apenas)
      • Capacidade instalada: 350,2 MW 
      • potência assegurada:172,8 MW (megawatts)
      • Potência: capaz de abastecer de 1 milhão de pessoas. – Ex. Como as cidades de Londrina e Maringá juntas. Ou toda Região da Grande Florianópolis.
      • Turbinas:  três do tipo Kaplan.
      • Casa de Força: do tipo abrigada, no município de Capanema, na margem esquerda do rio.
      • Infra estutura de apoio: subestação +  linha de transmissão para conectar a usina ao Sistema Interligado Nacional.
      •  linha de transmissão: terá 60 quilômetros de extensão, ligará Baixo Iguaçu à subestação Cascavel-Oeste (também da Copel) em 230 mil volts. 
      • Empregos: 2.200 a 3.500  diretos na região, durante os três anos de obra
      • Sistema: de passagem (que permite à água que entra no início do reservatório sair dele no máximo em dois dias.
      • Barramento:  De terra e enrrocamento com núcleo de argila.
      • extensão Barragem:  516 metros.
      • altura visível da barragem: 15 metros.
      • Reservatório: 31,63 km² de superfície,  Se descontar a calha do rio, a área efetivamente alagada (e a ser indenizada) é 13,5 Km² (quilômetros quadrados), indo até a Usina Hidrelétrica Governador José Richa (Salto Caxias). 
      • Indenização: O valor médio de um alqueire na região de Capitão é de R$ 58,5 mil. Isso, segundo lavradores, apenas pelo preço nu da terra, sem as benfeitorias. A empresa se comprometeu a pagar R$ 19,5 mil por hectare. Cerca de 359 famílias devem ser desapropriadas. 1 alqueire =2,4hc
      • Empreiteira: Odebrecht Infraestrutura SA.
      • INICIO: 2013
      • FIM: 2016
      • Investidores:  PREVI, COPEL = R$ 1,6 Bilhão
      • Destino da energia: Vale (Vale do Rio Doce) comprará 183,0 MW de energia, ao preço de R$99,00/MW hora com CCVE 
      • Compensação financeira pelo uso dos recursos hídricos: R$ 7 milhões por ano de impostos pela utilização dos recursos hídricos, destinados aos municípios de Capanema, Capitão Leônidas Marques, e os atendidos também pelo reservatório: Planalto, Nova Prata do Iguaçu e Realeza (previsão)
    NOSSO IMPACTO AMBIENTAL QUE QUEREMOS É ESSE:
      • Garantir conforto para você e sua família.

    terça-feira, 1 de abril de 2014

    inicio

    Um dos empreendimentos energéticos de menor impacto ambiental no sudoeste do Paraná. Essa é a proposta para a construção da Usina Hidrelétrica de Baixo Iguaçu. A Usina terá a maior área de seu reservatório aproveitando a calha do rio Iguaçu, em um projeto elaborado no conceito fio d’água que aproveitada apenas a vazão natural do rio.

    A barragem está localizada no trecho do rio Iguaçu entre os Municípios de Capanema e Capitão Leônidas Marques com o reservatório indo até a Usina Hidrelétrica Governador José Richa (Salto Caxias). A usina terá capacidade instalada de 350,2 MW e potência capaz de abastecer de 1 milhão de pessoas.


    O começo da operação comercial da usina está previsto para 2016. O investimento total estimado, da ordem de R$ 1,6 bilhão, será feito pela concessionária Geração Céu Azul, controlada integralmente pelo grupo Neoenergia.
    Em 2013 deu início às obras de implantação da Usina Hidrelétrica que fará o uso de três turbinas do tipo Kaplan.
    Baixo Iguaçu é a última usina hidrelétrica a ser implantada no Rio Iguaçu, à montante (rio acima) das Cataratas e do Parque Nacional do Iguaçu, com a geração de 2.200 empregos diretos durantes os três anos de obra (de 2014 a 2016, o contrato firmado com a Neoenergia e Copel tem previsão de conclusão em outubro de 2016, pela Odebrecht Infraestrutura.

    O Rio Iguaçu é um dos maiores rios brasileiros na contribuição de geração de energia elétrica com 5 usinas a hidro eletricidade sendo assim energias renováveis: Foz do Areia, Segredo, Salto Santiago, Salto Osório, Salto Caxias.

    Relatório de Acompanhamento Neoenergia

    A NEOENERGIA arrematou a concessão para construção e exploração da Usina Hidrelétrica no 7° Leilão de Energia Nova A-5 organizado pela ANEEL. A UHE sera construída no Rio Iguaçu, estado do Parana, e terá capacidade instalada de 350 MW e 172,8 MW médios de energia assegurada.

    A UHE BAIXO IGUAÇU foi arrematada pela NEOENERGIA com preço ofertado de R$ 99,00/MWh, o que representou um deságio de 19,5% em relação ao preço de referencia de R$ 123,00/MWh estipulado pela ANEEL para este leilão. A usina fornecera 121 MW médios no mercado regulado e 47 MW médios serão comercializados no mercado livre. A entrada em operação esta prevista para 2016.

    GERAÇÃO CÉU AZUL

    Baixo Iguaçu Hidrelétrica - UHE Rio Iguaçu - PR
    Energia instalada 350 MW
    Energia assegurada 172,8 MW
    Vencimento da concessão: 35 anos a partir da assinatura.
    Arrematou em Em setembro de 2008

     GERAÇÃO CÉU AZUL Capacidade
    Instalada
    (MW) Investimentos em Geração:
    2009 = 2,1  R$ Milhões
    2010 = 6,0  R$ Milhões
    2011 = 0,3  R$ Milhões Posição Acumulada até 31/03/2011.
    Outros           

    A NEOENERGIA obtêm registro de PCH’s nas Nações Unidas que permitira emissão de créditos de carbono;  
    sendo assim a obra reduzirá a sua emissão de gases do efeito estufa